Thiago Salomão: A Sars-CoV-2 (COVID-19) VS os Católicos

Artigos/Opinião

O mundo dobrou seus joelhos frente ao Coronavírus. A população ensandeceu neste cenário de ansiedade e perigo iminente de morte. 

O desrespeito é dantesco: Fake News; Superfaturamento em compras emergenciais; Fraudes em produtos sanitários; O desemprego açoitando com a fome o nosso povo; entre tantas outras situações lamentáveis.

Há ainda o inaceitável desrespeito à imagem das vítimas, onde a grande imprensa e/ou “particulares” por aplicativos de mensagens, usam da imagem de enfermos ou de seus familiares, nos momentos mais ignóbeis, em UTIs ou em um funerais, para atrair uma vil atenção, expondo a dor e o sofrimento, sob à égide do absoluto direito à informação (em detrimento e martírio do direito à intimidade e à dignidade da pessoa humana dos padecentes).

O caos veio para ficar, a saúde que sempre foi precária pelo escoamento ilícito das verbas pela corrupção endêmica, faz a população amargar a conta de anos de irresponsabilidade administrativa. Não existem leitos, faltam medicamentos, mão-de-obra especializada e EPIs.

Para nós Católicos, os Sacramentos ficaram escassos, inobstante o hercúleo esforço dos párocos em socorrer-nos. As celebrações da Sagrada Eucaristia ficaram adstritas. O calor humano e a proximidade de amigos nas dificuldades desapareceram, aumentando ainda mais a dor e desespero daqueles que perdem um ente querido. Um pesadelo que não conseguimos acordar. 

A pandemia causou um primeiro impacto de realidade no mundo. O choque de realidade, forçou goela abaixo que a pretensão de conversão no leito de morte, pode ser uma mera ilusão.

Neste cenário apocalíptico, não há só morte, sangue e sofrimento. Confiantes no Amor do Cristo Crucificado e de sua Mãe, a Virgem Santíssima, enxergaremos que a dor, tem o poder de nutrir no homem os frutos do Amor de Deus: A Caridade e a empatia. “CIC, n.º 25: Acima de tudo – A Caridade: ‘(…) é preciso fazer sempre com que apareça o Amor de Nosso Senhor, para que cada um compreenda que cada ato de virtude perfeitamente cristão não tem outra origem senão o Amor, nem outro fim senão o Amor.’.”.

Em meio às trevas de incerteza que nos envolve diuturnamente (mormente quando vemos a doença cada vez mais próxima), conseguimos enxergar que de fato, o que mantém aqueles que lutam na linha de frente não é dinheiro ou “status”, e sim o amor ao próximo, outrossim, não se justificaria por bens materiais um profissional de saúde adentrar uma UTI contaminada para um plantão de 8 a 12 horas. “CIC, n.º: 1822. A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.”.

O amor ao próximo, é uma manifestação do amor que temos em Deus, e quando há doação e sacrifício, conseguimos amar de fato o próximo. 

No caso da área da saúde, isso evidencia-se, já que o paciente é um “desconhecido”, e mesmo assim, todos os dias, os profissionais arriscam suas próprias vidas, em uma batalha aparentemente invencível lutando em favor de desconhecidos, coroando aquilo que nos diz o Evangelho em 2 Cor: “Caritas Christi urget nos – o amor de Cristo nos impele”. 

Só o Amor de Cristo e por Cristo, é capaz de sustentar qualquer um diante da dor e do sofrimento, ainda mais quando suportados por única e exclusiva benesse de terceira pessoa. 

De fato, quando lidamos com a dor, ela pode nos levar a questionar os motivos daquele sofrimento. Nem todo sofrimento é castigo, e parte deste sofrimento advém dos grilhões criados pela própria iniquidade do homem. Buscando uma oportunidade nesta confusão, podemos encarar a pandemia como uma chance para a reflexão e mudança de comportamento em nossas vidas e também em relação à Deus e ao próximo.

Observando o infinito Amor de Deus pelo homem, é possivel concluir que se é permitido à humanidade qualquer sofrimento, é para que frutifique algo bom em meio aos espinhos do sofrimento. 

São João Paulo II, escreveu a preciosa carta apostólica Salvifici Doloris:

“A dor, como é obvio, em especial a dor física, encontra-se amplamente difundida no mundo dos animais. Mas só o homem, ao sofrer, sabe que sofre e se pergunta o porquê. (…) o homem pode dirigir tal pergunta a Deus, com toda a comoção do seu coração e com a mente cheia de assombro e de inquietude; e Deus espera por esta pergunta e escuta-a, como vemos na Revelação do Antigo Testamento. A pergunta encontrou a sua expressão mais viva no livro de Job (jó).”

O sofrimento por vezes desagua em perguntas infindáveis buscando motivos que justifiquem aquela dor que padecemos, mormente quando padecemos de grande suplício. 

Tal suplicio, por vezes é manifestamente desarrazoado, v.g., o sofrimento de crianças que são acometidas de doenças graves como Câncer, antes mesmo de saberem falar, sofrem martírios da carne dignos de um mar de lágrimas vertidas por seus pais, que padecem junto à Cruz de seus filhos, tal como a Mãe Dolorosa, padeceu nos pés da Cruz de Nosso Salvador. 

Assim também foi o sofrimento de Jó, mesmo inocente, amargou grandes tribulações:

“É conhecida a história deste homem justo que, sem culpa nenhuma da sua parte, é provado com inúmeros sofrimentos. Perde os seus bens, os filhos e filhas e, por fim, ele próprio é atingido por uma doença grave. Nesta situação horrível, apresentam-se em sua casa três velhos amigos que procuram (…) convencê-lo de que para ter sido atingido por tão variados e tão terríveis sofrimentos, deve ter cometido alguma falta grave.”.

Inobstante aos sofrimentos de Jó, seus amigos enquanto buscavam respostas, equivocadamente o culpavam pelos seus sofrimentos, colocando sobre ele o julgo da iniquidade justificando tais desgraças por suas supostas más ações. Entretanto, Jó era Justo e não pesava sobre ele qualquer erro, sendo difícil para o homem compreender o sofrimento de um inocente: 

“Por fim, o próprio Deus desaprova os amigos de Job pelas suas acusações e reconhece que Job não é culpado. O seu sofrimento é o de um inocente: deve ser aceito como um mistério, que o homem não está em condições de entender totalmente com a sua inteligência”.

Corriqueiramente vemos pessoas justificando injustas agressões à Santa Igreja, ou ainda, justificam sua falta de fé, argumentando que um Deus Onisciente e Onipotente, não permitiria tantos sofrimentos e desgraças.  Usam de um raciocínio que parte da premissa falsa de que Deus criou o mundo sob o domínio do pecado deixando de fora da equação o pecado original.

Está além de nossa compreensão se esta pandemia é ou não uma tentativa de acordar a humanidade do pântano de imoralidade que ela mesma se afundou, e toda afirmação neste sentido é mera digressão. “Se é verdade que o sofrimento tem um sentido como castigo, quando ligado à culpa, já não é verdade que todo sofrimento seja consequência da culpa e tenha caráter de castigo”..

Desta forma, devemos aceitar que quando nos é permitido sofrer, é para que tiremos deste sofrimento e desta dor, uma vontade de conversão, buscando o crescimento necessário à nossa Salvação. 

“(…) nos sofrimentos infligidos por Deus ao povo eleito está contido um convide da sua misericórdia, que corrige para levar à conversão. <<Estes castigos não sucederam para a nossa ruína, mas são uma lição salutar para o nosso povo>> (Macc. 6,12). (…) o sofrimento deve servir à conversão, isto é, a reconstrução do bem no sujeito, que pode reconhecer a misericórdia divina neste chamamento à penitência. A penitência tem como finalidade superar o mal que, sob diversas formas, se encontra latente no homem, e consolidar o bem, tanto no mesmo homem, como nas relações com os outros e, sobretudo, com Deus.”.

Se faz necessário que encaremos o sofrimento como uma forma de purificação, buscando vencer o pecado, e construir o bem, com os olhos voltados para Deus, clamando por Sua Misericórdia e que Ele realize em nós aquilo que diz em Ap. 21, 5-6: “O que está sentado no trono declarou então: ‘Eis que eu faço novas todas as coisas’.”. E em Ez 36, 26: “Dar-vos-ei coração novo, porei no vosso íntimo espírito novo, tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei coração de carne.”.

Deus não regozija do sofrimento infundado da humanidade, de outro modo, estaremos imaginando-O como uma criança sádica que queima pequenos animais ajustando uma Lupa em direção do sol só para vê-los queimar. Santo Tomás de Aquino, assevera a premente necessidade do sofrimento para esta vida: 

“Não seria possível a vida do leão, sem a morte de outros animais; nem existiria a paciência dos mártires, sem a perseguição dos tiranos.”. Conclui citando Santo Agostinho: ‘Deus onipotente de nenhum modo permitiria o mal nas suas obras se não fosse tão poderoso e bom, para tirar o bem, mesmo do mal’.”

São João Paulo II, ensina-nos que o Norte a que devemos seguir, inobstante a difícil realidade da dor, é Jesus Cristo Crucificado:

“Para descobrir o sentido profundo do sofrimento (…), é preciso, sobretudo, acolher a luz da Revelação, não só porque ela exprime a ordem transcendente da justiça, mas também porque ilumina esta ordem com o amor, qual fonte definitiva de tudo o que existe. O amor é ainda a fonte mais plena para a resposta à pergunta acerca do sentido do sofrimento. Esta resposta foi dada por Deus ao homem na Cruz de Jesus Cristo.”

No mesmo sentido também Santo Inácio de Loyola:

“É necessário pois, que se congreguem em espírito, junto à Cruz do Calvário, todos aqueles que sofrem e acreditam em Cristo; e, especialmente, aqueles que sofrem por causa da sua fé n’Ele, Crucificado e Ressuscitado, a fim de que o oferecimento dos seus sofrimentos apresse o realizar-se da oração do mesmo Salvador pela unidade de todos. (102) Que para lá afluam também os homens de boa vontade, porque na Cruz está o « Redentor do homem », o Homem das dores, que assumiu sobre si os sofrimentos físicos e morais dos homens de todos os tempos, para que estes possam encontrar no amor o sentido salvífico dos próprios sofrimentos e respostas válidas para todas as suas interrogações.”

Intrinsecamente arraigado no homem o instinto de fuga da dor e busca de conforto. O ínfimo desconforto já é causa de grande sofrimento, as vezes ira ou o desespero. 

É infelizmente corriqueiro pessoas exagerando (overreacting), fazendo uma tempestade num copo d’agua. Diuturnamente uma “fechada” sem danos no trânsito, desagua em casos de homicídios ou agressões.

O caminho que devemos seguir é justamente o oposto, devemos suportar tudo, assim como suportou o Filho do Homem. Jesus, aceitando o sofrimento. Ele que com seu Sangue Preciosíssimo poderia ter salvo toda a humanidade com apenas uma gota, preferiu cravar em nossos peitos uma prova de Seu Sublime e infinito Amor.

Inimaginável o sofrimento do Cordeiro sem pecado:

“O corpo extenuado de Jesus cambaleia já sob a Cruz enorme. De seu Coração amorosíssimo mal chega um alento de vida aos membros chagados. É direita e à esquerda, o Senhor vê essa multidão que anda como rebanho sem pastor. Poderia chamá-los um por um, pelos seus nomes, pelos nossos nomes. Ali estão os que se alimentaram na multiplicação dos pães e dos peixes, os que foram curados de suas doenças, os que Ele ensinou, junto do lago e na montanha e nos pórticos do Templo. Uma dor aguda penetra na alma de Jesus, e o Senhor desaba extenuado. Tu e eu não podemos dizer nada: agora já sabemos porque pesa tanto a Cruz de Jesus. E choramos as nossas misérias e também a tremenda ingratidão do coração humano. Nasce do fundo da alma um ato de contrição verdadeira, que nos tira da prostração do pecado. Jesus caiu para que nós nos levantássemos: uma vez e sempre.”

O sofrimento de Cristo foi inimaginável. O madeiro da Cruz não pesava tanto quanto os pecados da humanidade contra seu Sagrado Coração. Ele que não tinha nenhum, padeceu de tamanho sofrimento, que foi descrito pelo “quinto evangelista” como o Homem das Dores, como narrado no Canto quarto do Servo de Javé, no livro de Isaías.

“« Deus amou tanto o mundo que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que crê n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna ». (27) Estas palavras pronunciadas por Cristo no colóquio com Nicodemos, introduzem-nos no próprio centro da acção salvífica de Deus. Elas exprimem também a própria essência da soteriologia cristã, quer dizer, da teologia da salvação. E salvação significa libertação do mal; e por isso mesmo está em relação íntima com o problema do sofrimento. Segundo as palavras dirigidas a Nicodemos, Deus dá o seu Filho ao « mundo » para libertar o homem do mal, que traz em si a definitiva e absoluta perspectiva do sofrimento. Ao mesmo tempo, a palavra « dá » (« deu ») indica que esta libertação deve ser realizada pelo Filho unigénito, mediante o seu próprio sofrimento. E nisto se manifesta o amor, o amor infinito, quer do mesmo Filho unigénito, quer do Pai, o qual « dá » para isso o seu Filho. Tal é o amor para com o homem, o amor pelo « mundo »: é o amor salvífico.”.

Inobstante o exemplo de Nosso Senhor, ninguém mais, por amor próprio, ou à terceira pessoa, se ofereceria ou se permitiria padecer de igual e atroz suplício. Evidencia-se caso observemos que assaz vezes preferimos não seguir o magno exemplo, mas ao invés, nos deparamos com uma intransponível falta de amor ao próximo e à Deus, por vezes até em pequenos gestos, quiçá aventar a mera hipótese de dar a vida pelo irmão. Aí está a beleza do trabalho dos que se empenham em superar esta Pandemia. Assim como Cristo, eles se entregam (à possibilidade) de também sofrer a sua particular paixão:

“Cristo vai ao encontro da sua paixão e morte com plena consciência da sua missão que deve realizar exatamente desse modo. É por meio deste seu sofrimento que ele tem de fazer com que <<o homem não pereça, mas tenha a vida eterna>>. (…) É precisamente por meio da sua Cruz que ele deve realizar a obra da salvação. Esta obra, no desígnio do Amor eterno, tem um caráter redentor”.

Portanto: 

“O Sofrimento humano atingiu o seu vértice na paixão de Cristo; e, ao mesmo tempo, revestiu-se de uma dimensão completamente nova e entrou numa ordem nova: ele foi associado ao amor, àquele amor de que Cristo falava a Nicodemos, àquele amor que cria o bem, tirando-o mesmo do mal, tirando-o por meio do sofrimento, tal como o bem supremo da Redenção do mundo foi tirado da Cruz de Cristo e nela encontra perenemente o seu princípio. A Cruz de Cristo tornou-se uma fonte da qual brotam rios de água viva. (52) Nela devemos também repropor-nos a pergunta sobre o sentido do sofrimento, e ler aí até ao fim a resposta a tal pergunta.”

Em apertada síntese, Cristo sofreu como homem, para que o homem pudesse participar da própria Redenção, alcançando ao fim, o bem supremo: a Vida Eterna.

“Todo o homem tem uma sua participação na Redenção. E cada um dos homens é também chamado a participar naquele sofrimento, por meio do qual se realizou a Redenção; É chamado a participar naquele sofrimento, por meio do qual foi redimido também todo o sofrimento humano. Realizando a Redenção mediante o sofrimento, Cristo elevou ao mesmo tempo o sofrimento humano ao nível de Redenção. Por isso, todos os homens, com o seu sofrimento, se podem tornar também participantes do sofrimento redentor de Cristo.”

  A beleza de sofrer por outrem, sob o prisma do Amor Divino, é que também participamos da Redenção do homem, assim como também participaram os Apóstolos, Santos e Mártires: 

“Somos atribulados por todos os lados, mas não esmagados; postos em extrema dificuldade, mas não vencidos pelos impasses; perseguidos, mas não abandonados; prostrados por terra, mas não aniquilados. Incessantemente e por toda parte trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo. Com efeito, nós, embora vivamos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, a fim de que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa carne mortal. 2 Cor 4, 8-11”

São Paulo se alegrava de seus sofrimentos quando em benefício do próximo: “Agora regozijo-me nos meus sofrimentos por vós, e completo o que falta às tribulações de Cristo em minha carne pelo seu Corpo que é a igreja. (Col. 1, 24).”.

O sofrimento é uma arma eficaz, e por vezes, impossível de ignorar, tornando-se um irrecusável chamado à perseverança:

“no sofrimento está como que contido um particular apelo à virtude que o homem por seu turno deve exercitar. É a virtude da perseverança em suportar tudo aquilo que incomoda e faz doer. (…), a medida que participa deste amor, o homem sabe orientar-se quando mergulhando no sofrimento: reencontrando-se, reencontra <a alma> que julgava ter <perdido>.”

Este chamado à perseverança, faz o enfermo a lutar pela sua vida, e também sustenta os profissionais da saúde na lutar diária em favor da vida de seus pacientes, fazendo “reviver” diariamente a parábola do Bom Samaritano.

As Sagradas Escrituras, na Parábola do Bom Samaritano nos apresentam que o porquê do sofrimento é que ele não é um fim em si mesmo e sim um meio para que ganhemos a vida eterna. 

Então, almejando a Vida Eterna, perguntaram à Nosso Senhor: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”.

“Ele, então, respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento; e a teu próximo como a ti mesmo”. Jesus disse: Respondeste corretamente; faze isso e viverás. 

Jesus retomou: ‘Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu no meio de assaltantes que, após havê-lo despojado e espancado, foram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia por esse caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante, igualmente um levita, atravessando este lugar, viu-o e prosseguiu. Certo samaritano em viagem, porém, chegou junto dele, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximou-se cuidou de suas chagas, derramando óleo e vinho, depois colocou-o em seu próprio animal, conduziu-o à hospedaria e dispensou-lhe cuidados. No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo: ‘Cuida dele, e o que gastares a mais, em meu regresso te pagarei’. ‘Qual dos três, em tua opinião, foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?’. Ele respondeu: ‘Aquele que usou de misericórdia para com ele. Jesus então lhe disse: Vai, e também tu, faze o mesmo’. (Lc 10, 27-37).”.

Que consigamos ser o Bom Samaritano na vida de alguém como Cristo ordenou, e que com a luz de nossos atos iluminemos o caos que assombra a vida do outro, unindo-nos em força para superar as dificuldades da pandemia. 

A misericórdia pode ser dispensada ao próximo de várias maneiras: os profissionais da saúde diretamente, nós, indiretamente, rezando e auxiliando, tomando as medidas sanitárias para diminuir o contágio, mantendo o distanciamento social, auxiliando aqueles que estão próximos de nós.

Devemos também rezar e suportar Nossa Mãe Igreja e todos seus membros, que mantêm viva a celebração dos Sacramentos e nutrem as obras de caridade da maior instituição de caridade do mundo: A Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Aos que estão obstinados em salvar vidas, pela caridade, no momento de dificuldade, lembrem-se: 

“(…) naquelas inquietantes palavras do juízo final, que São Mateus recolheu no seu Evangelho: << Vinde, benditos de meu Pai, entrai na posse do reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e deste-me de comer, tive sede e destes-me de beber; era peregrino e destes-me hospedagem, andava nu e vestistes-me, estava doente e visitastes-me, estava no cárcere e fostes ver-me>>. Aos justos que perguntaram quando fizeram precisamente a ele tudo isso, o Filho do Homem responderá: <<Em verdade vos digo que tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes>>.”. 

E com certeza, haverá também sentença diversa para aqueles que se aproveitaram das misérias e desgraças alheia, ignorando o sofrimento alheio buscando algum tipo de bem material ou atenção: (…) “Sentença contrária caberá aqueles que se houverem comportado diversamente: <tudo o que não fizestes a um destes pequeninos a mim deixastes de o fazer.”.

Referências Bibliográficas:

1 – Catecismo da Igreja Católica. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1999. p.18.
2 –
Catecismo da Igreja Católica. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1999. p.491.
3 –
São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris, p. 5.
4 –
 São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris. p. 5-6.
5-
 Idem.
6-
 São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris, p. 6-7.7 –
7 –
 São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris, p. 79 –
8 –  Biblia Católica: Biblia de Jerusalém. São Paulo: edita Paulus, 1998. p. 1533.
9 – Biblia Católica: Biblia de Jerusalém. São Paulo: edita Paulus, 1998. p. 2165.

10 – Santo Tomás de Aquino – Suma Teologica, ed. Eclesiae, 1a parte, Questão 22, art; 2o, p.188.11 –
11 – São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris, p. 8.
12 –
 Santo Inácio de Loyola – Exercícios Espirituais de Santo Inácio, p.28/2913 –
13 –
São José Maria Escrivá. Via Sacra. Quadrante. 2003. p. 23/24.
14 – São José Maria Escrivá. Via Sacra. Quadrante. 2003. p. 23/24.
15 – São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris, pag 8.
16 –
São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris pag 10.
17 –
São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris, pag 13.
18 – Idem
19 –
 Biblia Católica: Biblia de Jerusalém. São Paulo: edita Paulus, 1998. p.2020
20 – Biblia Católica: Biblia de Jerusalém. São Paulo: edita Paulus, 1998. p.2055
21 – São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris, p. 17-18.
22 – Biblia Católica: Biblia de Jerusalém. São Paulo: edita Paulus, Lc 10, 25., 1998. p.1808.
23 – Biblia Católica: Biblia de Jerusalém. São Paulo: edita Paulus, 1998. p.1808.
24 – São João Paulo II. Carta Apostólica: Salvifici Doloris, p. 26.
25 – Idem

POR: THIAGO SALOMÃO