Bill Gates ainda não disse tudo sobre o COVID-19

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“É importante começarmos a implementar soluções com uma velocidade anormal. Estamos ficando sem tempo.” Bill Gates

Em outubro de 2019 aconteceu o Event 201, coordenado pelas maiores fundações internacionais do mundo, liderados pela Bill and Melinda Gates Fundation.  Este evento teve como proposta fazer uma simulação ao vivo para preparar líderes públicos e privados para resposta à próxima pandemia severa.

O Event 201 afirmava que “a próxima pandemia severa não apenas causará grandes doenças e perda de vidas, mas também poderá desencadear importantes conseqüências econômicas e sociais em cascata que podem contribuir muito para o impacto e o sofrimento globais.” Após este início apocalíptico, o documento final do evento oferecia propostas para que fosse evitada uma catástrofe mundial, entre eles, Países, organizações internacionais e empresas globais de transporte devem trabalhar juntos para manter viagens e comércio durante pandemias graves. Viagens e comércio são essenciais para a economia global, bem como para as economias nacionais e até locais, e devem ser mantidas mesmo diante de uma pandemia.”

Desde 2015, Bill Gates vem alertando o mundo para o risco de pandemias. Mas nem tudo está explicado, nem no Event 201, nem na razão de ser de suas palestras sobre guerras biológicas e experimentos sociais que envolvem medicamentos. Tais lacunas ainda não permitiram fechar a conta das propostas da Bill and Melinda Gates Fundation.

Uma das palavras mais usadas hoje nos Estados Unidos, e também no mundo é shutdown. E também é a proposta de Bill Gates para a solução do Coronavirus em 2020.  Não é exagero ou caricatura observar que a mente e as idéias de Gates são profundamente influenciadas pela sua vida de programador. E o shutdown proposto por ele na sociedade mundial é uma ampliação do prompt de comando do sistema operacinal da Microsoft. Ou seja, encerrar um processo para que outro possa começar. Para compreender melhor, vamos nos remeter à frase de início deste artigo em que Gates diz no documentário O Código Bill Gates: “É importante começarmos a implementar soluções com uma velocidade anormal. Estamos ficando sem tempo.” 

Quais soluções deveriam ser implementadas com velocidade anormal? E, por quê estamos ficando sem tempo? O conceito de tempo escasso remete ao milenarismo e até mesmo ao messianismo judaico, que prega que Existe um tempo em que o mundo deve findar para que outro comece. E os demiurgos senhores deste mundo se permitem dar as cartas no tempo e no espaço.

O conceito de tempo escasso e de superpopulação não resistem a diversas análises que se contrapõem à de Bill Gates. Muitos estudos determinam que o planeta Terra suporte uma população de 20 bilhões ou mais. Para Gates, 7 bilhões passaram da conta e a população deve diminuir. 

O documento do Event 201 diz que o mundo vive cerca de 200 epidemias por ano e que a próxima pandemia severa poderia matar milhões de pessoas no mundo. É curiosa a afirmação, pois, no correr de diversas pandemias, já se sabia que a próxima poderia matar milhões.

Depois de todo o experimento, o que se esperava é que a posição dos membros e autores do Event 201 oferecessem soluções ou assessoria mais concreta e assertiva para o momento pandêmico que vivemos. Mas este alicerce tem se mostrado bastante tímido.

De que valeu o experimento do Event 201, se não conseguiu ainda ajudar à Humanidade, tal como propôs?

As conseqüências para a psique humana podem ser graves, a partir do momento em que se porventura permita o demiurgo interferir no shutdowm e fazer uma formatação do micro para o macro. Ou seja, modificar as relações interpessoais e a Humanidade.

O propósito deste artigo é perguntar: se havia tanto cuidado com a guerra biológica por que praticamente nada foi feito para evitá-la em seu início, no caso do coronavírus?

Esta pergunta ainda não foi respondida por Gates, nem pelo Event 201.  

O documento relaciona os participantes do evento, entre diversos outros:

Latoya Abbott, Diretor de Gestão de Riscos / Diretor Sênior Global de Serviços de Saúde Ocupacional, Marriott International

Stan Bergman, Presidente e CEO, Henry Schein

Sofia Borges, vice-presidente sênior da Fundação das Nações Unidas

Chris Elias, Presidente, Divisão de Desenvolvimento Global, 

Bill & Melinda Gates Foundation

Tim Evans, ex-diretor sênior de saúde do Grupo Banco Mundial

George Gao, Diretor Geral, Centro Chinês de Controle de Doenças

Avril Haines, ex-diretor adjunto da Agência Central de Inteligência; Ex-Conselheiro Adjunto de Segurança Nacional

Jane Halton, membro do Conselho, ANZ Bank; Ex-Secretário de Finanças e Ex-Secretário de Saúde, Austrália

Matthew Harrington, Presidente Global e Diretor de Operações, 

Edelman Chikwe Ihekweazu, Diretor Geral, Centro de Controle de Doenças da Nigéria

Martin Knuchel, Chefe de Crise, Gerenciamento de Emergências e Continuidade de Negócios, Lufthansa Group Airlines

Eduardo Martinez, Presidente, Fundação UPS

Stephen Redd, Diretor Adjunto de Serviços de Saúde Pública e Ciência de Implementação, CDC dos EUA

Paul Stoffels, MD, Vice-Presidente do Comitê Executivo e Diretor Científico, Johnson & Johnson

Hasti Taghi, vice-presidente e consultor executivo da NBCUniversal Media

Lavan Thiru, Representante Chefe, Autoridade Monetária de Cingapura

Fontes:

 https://www.weforum.org/press/2019/10/live-simulation-exercise-to-prepare-public-and-private-leaders-for-pandemic-response/

http://www.centerforhealthsecurity.org/event201/recommendations.html

https://www.youtube.com/watch?v=yOCjrGevsdo

Por: Gustavo Corrêa Gonçalves dos Santos