Caso Emanuela Orlandi: Ossos dos túmulos vaticanos não são da jovem desaparecida

Igreja

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou no domingo que concluiu o processo de análise dos ossos recolhidos em túmulos do cemitério Teutônico do Vaticano, que havia começado no último dia 11 de julho.

Após as diversas investigações realizadas durante este mês d, as autoridades italianas e vaticanas completaram neste domingo, 28 de julho, a análise morfológica das mostras encontradas nos ossuários deste cemitério localizado dentro dos muros vaticanos.

De acordo com a análise dos especialistas forenses guiados pelo prof. Giovanni Arcudi, e diante da presença do perito de confiança nomeado pela família Orlandi, nenhum dos vários restos ósseos – íntegros e em fragmentos – são de uma época posterior ao final do século XIX.

Por este motivo, o grupo de especialistas não aceitou a solicitação de ulteriores análises de laboratório, porque tais estruturas ósseas têm características de datação muito antigas.

Entretanto, as mostras coletadas permanecerão custodiadas no Comando da Gendarmaria vaticana à disposição do Promotor de Justiça.

Vontade de esclarecer a verdade

Por isso, “a Santa Sé confirma sua disposição de buscar a verdade sobre o desaparecimento de Emanuela Orlandi e nega categoricamente que essa atitude de total cooperação e transparência possa significar de alguma forma, como dizem alguns, uma admissão implícita de responsabilidade”, declarou no domingo a direção da Sala de Imprensa vaticana.

“A busca da verdade é do interesse da Santa Sé e da família Orlandi”, reiterou este comunicado oficial vaticano.

Além disso, a nota da Sala de Imprensa recordou que a Santa Sé demonstrou ter uma “vontade transparente” que se reflete não somente durante as investigações em curso no cemitério Teutônico, mas também nas recentes análises efetuadas pelas autoridades na sede da Nunciatura na Itália “Villa Giorgina”.

Diante de tal caso, a Sala de Imprensa da Santa Sé informou que, no último dia 3 de julho, foi comunicada a solicitação por parte da Procuradoria da República Italiana mante o Tribunal de Roma para arquivar tal investigação.

“De acordo com as conclusões das autoridades italianas, que iniciaram o processo de devolução dos ossos encontrados em Villa Giorgina em 25 de julho, a datação dos achados remonta a um período entre 90 e 230 dC”.

Neste sentido, “estes fatos desmentem qualquer conexão com o doloroso desaparecimento de Emanuela Orlandi”, concluiu a declaração vaticana.

Fonte: ACI