Cavaleiros de Colombo reúnem mais de 100 mil dólares para danificados por furacão Dorian

Igreja

Após a passagem do furacão Dorian nas Bahamas, o Conselho dos Cavaleiros de Colombo, na Flórida, desenvolveu uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar as pessoas afetadas pelo desastre natural.

“Estamos em contato com o arcebispo de Nassau, Dom Patrick Pinder, por mensagem de texto”, expressou Ronald Winn, que mora em Pensacola (Flórida) e é presidente estadual do “Programa de Resposta a Desastres” dos Cavaleiros de Colombo.

Desde 1º de julho, os Cavaleiros de Colombo intensificaram seus esforços nesse programa, por meio do qual colocam sua “fé em ação”. Por esse motivo, assim que Dorian passou pelas Bahamas, a cerca de 110 quilômetros a leste da costa de West Palm Beach, começaram a fazer publicações em seus sites pedindo ajuda.

Segundo o jornal oficial da Arquidiocese de Miami, “o Conselho dos Cavaleiros de Colombo da Flórida tem um relacionamento de longa data com os Cavaleiros das Bahamas, que se considera parte da jurisdição da Flórida”.

“Então, quando o furacão Dorian atingiu as Bahamas, os textos entre o arcebispo e seus irmãos Cavaleiros na Flórida foram trocados de um lado para o outro”, expressaram.

A acolhida foi tão grande que em 24 horas a organização conseguiu arrecadar 100 mil dólares para comprar bens em benefício das vítimas.

A organização está trabalhando em coordenação com a Arquidiocese de Nassau, com sede em Providence Island. Também está unindo esforços com organizações como Catholic Charities, Crossroads Alliance, Aerobridge e Angel Flight para levar ajuda às diferentes ilhas das Bahamas.

“Falamos com o arcebispo duas ou três vezes por dia. Ele nos deu uma lista do que precisa. Estamos trabalhando no transporte dos itens. Não estamos sem recursos”, expressou Winn.

O encarregado do programa também disse que “as coisas mudam dia a dia” e que é um desafio enviar ajuda diante dos problemas causados ​​pelo desastre, como estradas inseguras e em más condições.

Segundo a Arquidiocese, quando a temporada de furacões começou, Dom Patrick Pinder, que é membro do Conselho dos Cavaleiros de Colombo nº 11755, incentivou os bahamenses a se prepararem.

“Este é um exercício anual para nós, mas não podemos enfatizar o suficiente a importância de estarmos preparados caso ocorra a passagem de um furacão em nossa costa. Nunca devemos correr o risco de ser pegos sem preparação. Enquanto nos preparamos, vamos rezar para evitar os furacões este ano”, disse.

Segundo o governo das Bahamas, há 50 falecidos, mais de 2.500 pessoas desaparecidas e cerca de 70 mil danificados após a passagem de Dorian, considerado por especialistas como “um dos furacões mais poderosos da história”, que produziu até 889 milímetros de chuva e ventos de até 354 quilômetros por hora, “um monstro para o qual ninguém estava preparado o suficiente”.

O programa na Flórida

A ideia surgiu dos Cavaleiros de Colombo da Flórida como um plano de ação contra furacões, depois que o furacão Harvey atingiu o Texas em 2017. Quando começa a temporada de furacões, começa também o “Programa de Resposta a Desastres”. Este foi inaugurado após o furacão Michael em 2018.

Como parte do programa, os Cavaleiros locais estão criando um banco de dados de voluntários, talentos e equipes que permitam oferecer assistência depois da ação dos socorristas. As coordenações são feitas com as jurisdições e com a liderança do conselho supremo.

O “Programa de Resposta a Desastres” foi iniciado pelo Conselho Supremo dos Cavaleiros de Colombo, motivo pelo qual está presente em todos os Estados Unidos e permite a adaptação às necessidades de cada estado em relação ao clima, condições e tipos de desastres que ocorrem.

O programa que está sendo desenvolvido na Flórida tem como foco principal “a resposta e o alívio a desastres por furacões no estado, mas também para ajudar outros em outras áreas com problemas”.

ACI