Coronavírus: A Caridade como remédio para uma Crise.

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Ainda há alguns dias ou o problema parece distante, era algo restrito à China e alguns países asiáticos, acompanhando seu progresso pela televisão. Mas sem nunca cogitar que nos afetaria, era motivo de risos e de memes “o vírus do morcego”, – que por sinal não é o culpado, ou o “corongavírus”. Muitos preferem olhar para problemas que afetam mais comumente, como a dengue. Mas não esperamos que esse novo vírus, em poucos meses, cause uma pandemia, alcance ou mundo todo. Os casos, no Brasil, já passam pela casa do milhar no momento em que este texto é escrito. E no mundo já está mais uma pandemia de H1N1, em 2009.

A insegurança e o medo tomaram conta que medem como escolas e faculdades, setores públicos e grande parte do comércio fecharam como portas para aderir a muitas vezes. E muitos de nós, neste momento, estamos incluídos dentro de nossas casas, com um fim de “achatar a curva”, preocupado com os resultados imediatos ou posteriores desta pandemia e seguindo quase religiosamente com as tentativas de lavar as mãos, com o nariz e boca com os cotovelos quando espirrar, usar álcool em gel, etc. Porém, meio da catástrofe, algumas atitudes produtivas podem ajudar a superar esta crise.

Não é tempo para o individualismo:
A situação é calamitosa e de alguma forma todos nós, vamos pagar por isso, com uma provável economia econômica global, mas o momento não é para pensar somenteno seu próprio bem-estar, visto que uma pandemia nos afeta coletivamente. E seguir como as solicitações de quarentena são uma forma de cuidar do próximo! Muitos devido a uma situação de incerteza e pânico, incluindo máscaras, álcool em gel e outros produtos de necessidade básica, como se não houvesse amanhã e sem pensar na necessidade de outro. Neste momento, vários hospitais e várias pessoas estão tendo que enfrentar esta situação sem nada enquanto muitos estoques. Em momentos como esse, pode ser necessário ou bom senso, seu ego pode prejudicar outras pessoas, inclusive pessoas que estão em contato direto com os infectados. Então, se possível, faça ou exceda alguém que não possui! E ao sair em busca de produtos, compreenda o necessário, bem como o próximo.

Outro fato preocupante foi a rápida alta nos preços de máscaras e álcool em gel e alguns, um despeito de bem comum e em uma posição nociva, que foi alterado para que esses preços continuem a subir pelo bem do lucro de algumas “aves de rapina” em frente desgraça alheia. Colocar o capital acima das vidas humanas é transformar um ícone, ativar um incenso no Mamom!

Fique em casa, porém, não esqueça dos seus comentários:
Nem todos nós temos o privilégio de viver com nossos pais e familiares. As circunstâncias da vida, muitas vezes, pedem que deixamos nosso “primeiro lar” a fim de construir nossa própria vida, o que é natural e compreensível. Mas como nutrir um laço eterno de carinho e afetividade com nossos pais e familiares é importante lembrar que ninguém sofre pela solidão em tempos de isolamento, principalmente os mais velhos que, por sua vez, também sofrem com a depressão e o tédio do isolamento. Não é o melhor momento para visitas, mas isso não é pretexto para abandono. Uma ligação ou algumas mensagens, demonstram, mesmo que longe, que nos importam com este interesse.

Se você tiver uma oportunidade, ajude quem mais precisa:
Cuidar de quem não tem ninguém por si, agora é mais do que nunca uma medida necessária. Se você faz parte de uma ONG, comunidade religiosa ou alguma ação comunitária do gênero, não economiza os impactos pelo mais necessário! Garantia de abrigo, condições de higiene, alimentos, roupas e alguma proteção contra vírus, podemos ser os samaritanos, a passagem bíblica, para alguém que não tem esperanças de enfrentar a epidemia.

Ajude os Pequenos Negócios e Prestadores de Serviço:
Se você não puder seguir diretamente com os mais necessários, lembre-se de que pode fazer ou colaborar com os pequenos negócios de sua cidade. Foram muitos os pequenos negócios que fecharam como portas, os prejuízos virão, assim como os boletos, que chegam inevitavelmente no mês seguinte. Além disso, um pequeno mercado familiar, apesar de ser mais caro, é o menor foco de aglomeração que um hipermercado. Por fim, vale a pena considerar que por trás de um pequeno negócio há uma família necessária após uma situação.

Se for possível e não pagar um orçamento, continue pagando pelos serviços que você usa antes da pandemia e que, neste momento, não é possível: como academia, barbeiro, jardineiros, empregados domésticos, entre outros prestadores de serviços, que praticam uma situação complicada até o fim desta crise. O mesmo vale em relação aos funcionários, permitindo que o salário seja retirado ou o mesmo que tire-lhes o sustento e também o sustento dos seus. Ninguém merece enfrentar a fome e a fome ao mesmo tempo, o que pode culminar em uma grave convulsão social.

Um grande amigo diz que “Ele está no meio da crise que a natureza humana revela”, não é o tempo para o pânico, que faz com que as nossas iniciativas sejam consideradas prejudiciais e como evitar irrefletida ou convulsões sociais, e que piora a situação. É inegável que as enormes proporções e a nossa impotência diante desta crise nos assustam; mas restaura-nos na esperança e não é “mais profundo desespero” que aparece, esperança no desenvolvimento de vacinas, controle epidêmico e nos dias melhores, mais próximos da normalidade. E, por certo, estes não tardaram a chegar!

Rafael Granado