Desde Roe vs. Wade, mais de 61 milhões de bebês foram abortados nos EUA

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Desde que se legalizou o aborto nos Estados Unidos com a decisão da Suprema Corte no caso Roe vs. Wade, há 47 anos, estima-se que mais de 61 milhões de bebês foram abortados.

O site pró-vida ‘Life News’ publicou uma nova análise elaborada pelo National Right to Life Committee (Comitê Nacional do Direito à Vida), o qual estima um total de 61.628,584 abortos desde 1973.

O diretor de educação do Comitê Nacional do Direito à Vida, doutor Randall K. O’Bannon, proporcionou as cifras baseadas em dados dos Centros para o Controlo de Doenças (CDC) e do Instituto Guttmacher, um antigo braço de pesquisa da multinacional abortista Planned Parenthood.

Segundo ‘Life News’, o Instituto Guttmacher recebe números diretamente dos próprios centros de aborto e é a principal fonte de cifras mais atuais, “porque os CDC nunca registraram números precisos de abortos”. Também indica que os CDC se baseiam em cifras dos departamentos de saúde estatais, alguns dos quais dependem de relatórios voluntários, e não teve dados de alguns estados como Califórnia e New Hampshire durante mais de uma década.

“Devido a estes diferentes métodos de coleta de dados, o Instituto Guttmacher obteve consistentemente contagens mais altas do que os CDC. Os pesquisadores dos CDC admitiram que provavelmente realizam uma contagem mais baixa da quantidade total de abortos, porque provavelmente não informam ou informam menos sobre os abortos que realizam”, explica O’Bannon.

‘Life News’ assinala que a cifra total indica que há mais de 2.362 casos de abortos diários e 98 abortos a cada hora nos Estados Unidos.

Do mesmo modo, explica que o número total de abortos nos Estados Unidos, em geral, é maior porque alguns estados, como Califórnia, Nova York e Colorado, legalizaram os abortos antes de Roe vs. Wade.

“É difícil obter essas cifras prévias ao aborto, embora alguns estimam que pelo menos um milhão de abortos possam ter ocorrido nestes estados no final dos anos sessenta e começo dos setenta”, acrescentou.

No entanto, o site pró-vida indica que há uma “bota notícia para os defensores da vida”, que o número de “abortos está caindo”.

Em 21 de novembro de 2018, CDC publicou um estudo (com informação de 49 das 52 áreas do país) sobre o número de abortos nos Estados Unidos e assinalou que, em 2015, foi registrado o número mais baixo de abortos praticados desde 2006.

Entre os anos de 2006 e 2015, a diminuição chega a 24%, o que quer dizer que no último ano analisado registrou-se o mais baixo número de abortos dos últimos dez anos.

“Depois de alcançar um máximo de mais de 1,6 milhão em 1990, o número de abortos realizados anualmente nos Estados Unidos voltou a níveis que não se viam desde o final da década de 1970”, indicou National Right to Life Committee.

O comitê pró-vida indica que, “na medida em que os centros de ajuda para grávidas começaram a melhorar com o uso de ultrassons [desde 1990], a legislação estatal pró-vida começou a estabelecer-se e a Internet permitiu que florescesse a perspectiva pró-vida, os abortos começaram a diminuir. A proibição do aborto por nascimento parcial e o uso de ultrassom 3D e 4D também são creditados”.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.