DirecTV encerra operações na Venezuela e Tribunal Supremo manda confiscar bens da empresa

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A empresa norte-americana AT&T anunciou na manhã de 19 de maio, o encerramento das operações da Galaxy Entertainment de Venezuela S.C.A , empresa controladora da DirecTV naquele país.

O motivo alegado pela operadora foram as sanções do governo dos EUA aos canais Globovisión e PDVSATV. Os donos do canal Globovisión são sancionados pelo tesouro dos EUA, bem como a petroleira estatal PDVSA, portando empresas norte-americanas não podem segundo a lei de sanções dos EUA, fazer negócios com envolvidos em processos de embargos.

A decisão da empresa gerou múltiplas reações através de diferentes redes sociais e a surpresa entre seus clientes no país, que nesta terça-feira acordou com o sinal e, de repente, o serviço foi retirado.

O TSJ da Venezuela (Tribunal Supremo de Justiça) ordenou em um processo movido por uma advogada constituinte chavizta, a apreensão de todos os bens móveis e imóveis da Galaxy Entertainment de Venezuela S.C.A (DirecTV Venezuela) incluindo antenas, receptores, escritórios, o bloqueio de todas as contas bancárias e bem como foi decidido impossibilitar a saída da diretoria da DirecTV do país.

Segundo a decisão caberá a CONATEL (órgão equivalente a ANATEL no Brasil) o controle de todos os bens da Galaxy Entertainment de Venezuela S.C.A e bem como a tentar colocar no ar novamente o serviço no país.

Uma outra situação acarretada ao encerramento das operações da DirecTV Venezuela, foi a retirada de sinal do canal TELESUR, emissora criada pelo chavizmo em 2005 para ser uma espécie de CNN, com o enceramento das operações o sinal da TELESUR foi retirado do ar em todas as operações da DirecTV na América do Sul (Argentina, Colômbia, Chile, Peru, Equador, Uruguai).