Dos hospitais para dentro de casa, o trabalho dos doutores da alegria na Internet

Atualidades Coronavírus

A partir desta semana, a Fundação Doutor Sorriso está promovendo a campanha “Não os deixemos sozinhos”, fazendo referência às crianças que os voluntários visitam nos hospitais da Itália, há 25 anos, e que, devido à pandemia do Covid-19, ficaram impossibilitadas de revê-los. “Os pequenos, internados no hospital, agora mais que nunca precisam de momentos de distração, não podemos deixá-los sozinhos”.

O sorriso chama

Um dos braços do projeto é a iniciativa “O sorriso chama” que, à distância e em parceria com os hospitais colaboradores, leva a Terapia do Sorriso às crianças que precisam. A diretora da instituição, Cristina Bianchi, explica que resolveram responder à uma exigência real de tantas famílias: de fato, “é um apoio válido para os tratamentos tradicionais que contribui a reconstruir as defesas da criança diante do trauma da internação no hospital. Rir tem efeitos muito positivos sobre a psique dos pequenos pacientes: está cientificamente provado que leva a uma redução na administração de analgésicos, no tempo de internação e de melhora clínica, e a um aumento das defesas imunitárias e de nível das endorfinas”.

Na prática, os pais podem agendar os horários na plataforma online ou também por números de telefone disponíveis da Fundação para receber uma chamada em vídeo dos voluntários. A diretora comenta que estão felizes que a proposta foi bem acolhida nos hospitais, já que nas primeiras semanas da emergência, precisaram suspender completamente as atividades. “Mas nunca deixamos de pensar nas crianças nos hospitais”, acrescenta Cristina: “agora podemos finalmente voltar a fazer alguma coisa de concreto para as crianças”.

Interação à distância em toda Itália

A Fundação Doutor Sorriso trabalha em 30 alas de 18 hospitais e de 4 institutos sanitários distribuídos em 12 províncias da Itália. Entre as estruturas está o São Rafael de Milão, o Bambino Gesù de Roma e o Policlínico de Bari.

“Procuramos buscar essa interação à distância, que é um pouco aquilo que estamos fazendo todos, no sentido de procurar manter as relações com os nossos parentes e amigos neste período de isolamento forçado. Trabalhar neste período de Covid também requer um pouco de recursos informáticos diferentes daqueles que estamos acostumados. O primeiro de todos, talvez a chamada em vídeo, é a mais simples. E justamente por isso instruímos e equipamos os nossos voluntários para poder fazer essa intervenção com as chamadas em vídeo.”