Homenageiam Pe. Jacques Hamel, assassinado por jihadistas há 3 anos

Igreja

Na sexta-feira, 26 de julho, recordou-se três anos do assassinato de Pe. Jacques Hamel pelas mãos de dois terroristas do Estado Islâmico, os quais entraram na igreja de Saint Etinene de Rouvray, em Rouen (França), quando o sacerdote idoso celebrava Missa.

Naquele dia, os jovens terroristas entraram na igreja gritando “allahu akbar” (“Deus é grande”, em árabe) e destruíram as imagens da igreja, depois forçaram Pe. Hamel, de 84 anos, a colocar-se de joelhos diante deles, mas o sacerdote se negou.

Então, um dos jihadistas o esfaqueou antes de o degolar. Pe. Hamel gritou: “Afasta-te, Satanás!”.

Por ocasião do terceiro ano de sua morte, o Arcebispo de Rouen, Dom Dominique Lebrun, celebrou a Missa às 9h na igreja onde o sacerdote foi assassinado.

Posteriormente, as autoridades fizeram uma homenagem pública a Pe. Hamel.

No final do dia, houve novamente uma cerimônia religiosa em sua homenagem, com a oração das vésperas na Basílica Notre-Dame-de-Bonsecours, que fica ao lado do cemitério onde o sacerdote, em processo de beatificação, está enterrado.

Pe. Jacques Hamel

O Papa Francisco se referiu a Pe. Hamel em várias ocasiões como um “mártir”. De fato, em 14 de setembro de 2016, na homilia da Missa celebrada pelo Pontífice na Casa Santa Marta, assegurou que o sacerdote francês “é um mártir e os mártires são beatos. Temos que rezar a ele”.

A fase diocesana de beatificação de Pe. Hamel foi aberta na Diocese de Rouen, em abril de 2017, e encerrada em 9 de março de 2019.

Atualmente, a causa da beatificação se encontra na Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano. Isso significa que a documentação e os testemunhos coletados sobre a vida de Pe. Hamel em sua diocese, por pessoas que o conheceram e que testemunharam sua morte, estão sendo estudados para ver se ele viveu as virtudes de maneira heroica.

Se for comprovado que viveu as virtudes cristãs no modo heroico, o Papa o declararia “Venerável”.

Para a beatificação de um “Venerável” é necessário que um milagre seja produzido por sua intercessão e que seja aprovado pela Congregação para as Causas dos Santos.

Posteriormente, para a canonização, ou seja, para ser declarado santo, é necessário que outro milagre seja realizado por sua intercessão.

Por: ACI Digital