Igreja preservou o patrimônio bibliográfico da Espanha

Igreja na Espanha

O presidente da Associação de Bibliotecários da Igreja na Espanha (ABIE) e diretor da Biblioteca da Universidade Loyola Andaluzia, Francisco José Cortés, declarou que as duas instituições têm a intenção de catalogar os milhões de livros de suas mais de 300 bibliotecas em toda a Espanha. Nelas estão guardadas verdadeiras “joias Bibliográficas”.

Catalogar

“Um dos projetos seria catalogação todos os acervos, além de reuni-los em um catálogo coletivo, com um único ponto de acesso para que a sociedade possa conhecer os tesouros bibliográficos que as bibliotecas da Igreja têm na Espanha”, disse Cortés em entrevista à “Europa Press”, por ocasião da celebração do Dia do Livro.

Cortés explica que a ABIE está formada por mais de 50 sócios, técnicos bibliotecários, leigos, em sua maioria, mas também religiosos que trabalham nas 350 bibliotecas pertencentes a alguma instituição eclesiástica em toda Espana, desde as maiores, como as Universidades de Deusto e Comillas, até as menores, localizadas em algum convento que também podem guardar verdadeiras joias bibliográficas.

Surpresas que se espalham

“Naquelas bibliotecas das quais os acervos não estão catalogados, cada visita é uma surpresa, haverá conventos e mosteiros com joias bibliográficas em seus acervos que ninguém conhece e que espero que algum dia aflorem com o esforço que estão fazendo as bibliotecas e seus profissionais em sua catalogação e digitalização.

Com toda a certeza, em algum convento da Espanha existem autênticas joias a espera de serem descobertas. Os religiosos têm um autêntico amor por seus livros”, afirmou Cortés.

Estas bibliotecas “guardam milhões de livros” que se somam ao mais de um milhão das Universidades da Igreja na Espanha e às “centenas de milhares” de conventos e mosteiros.
O desafio é catalogar todos os acervos e digitaliza-los para que qualquer pessoa possa consultar pelo computador.

Maior produtora e difusora de Livros

O presidente da ABIE recorda que “tradicionalmente, a Igreja foi a maior produtora, difusora e conservadora do livro”.

“O maior patrimônio bibliográfico da Espanha está guardado nas instituições da Igreja e isso contando com o que expulsaram com os jesuítas, com os acervos bibliográficos da Companhia de Jesus que em sua maior parte foram para as universidades e que com a deterioração, também um grande patrimônio bibliográfico foi perdido”, explicou.

Bíblia, o livro que não faltava

Nestas bibliotecas pode-se encontrar além dos livros de teologia ou religião também qualquer matéria, sobretudo nas bibliotecas universitárias, disse Cortés.

O livro que nunca pode faltar nas bibliotecas da Igreja é a Bíblia, “certamente o livro mais impresso da história”.

“As bibliotecas da Igreja serão as que têm maior número de exemplares da Bíblia. Os leigos podem ter impressão da Bíblia como um único texto, mas nas bibliotecas da Igreja existem uma infinidade de traduções, de versões da Bíblia, com anotações, e todas válidas”, sublinhou.

Por causa do Dia do Livro, Cortés destacou a importância do livro como “instrumento fundamental pedagógico”, como um “veículo para transmitir educação”.

Tanto era assim para a Igreja que, por exemplo, a Companhia de Jesus “cada vez que fundava um colégio ou uma universidade, suas normas obrigavam a criar uma biblioteca”, concluiu.”

Gaudium