Padre Gabriel Vila Verde: A delicada situação do aborto

Artigos/Opinião

Antes de falar em aborto, temos que pensar na menina (mãe). Uma criança abusada sexualmente pelo próprio tio, violentada em todos os aspectos e torturada psicologicamente, que carregava no ventre um bebê. Se a gravidez de uma mulher adulta traz preocupações, imagine para aquela menina. Ela precisará de muito tempo para sair desse terrível pesadelo!

No entanto, apontar o aborto como única solução (ou como a melhor solução) é o cúmulo do absurdo. É mais um trauma, mais um sofrimento, mais uma violência. A Igreja nunca vai legitimar o assassinato de um inocente para salvar outro inocente, pelo simples fato de que aquele feto é uma PESSOA. Não é um prolongamento do corpo da mulher, não é um vírus, um câncer, uma bactéria. É um bebê que tem corpo e alma.

Anos atrás eu fiz uma publicação dizendo que não existe céu para os animais, pois eles possuem uma vida finita. Foi um chuva de ataques e ofensas. Alguns “pais e mães” de pet me pintaram como o pior ser humano que já pisou nesta terra. Ontem, eu vi estas mesmas pessoas COMEMORANDO um aborto. Faz sentido? Tem lógica? Não tem.

A solução que a Igreja teria para um caso como esse do Recife, era aguardar o final da gestação, fazer uma cirurgia para tirar a criança COM VIDA e entregá-la para uma casa de caridade, ou para uma família que quisesse adotar o bebê. A menina (Mãe) teria toda a proteção necessária, com ajuda psicológica e afetiva, e a menina (filha) teria o direito de viver. Mas agora já é tarde. Temos mais duas tragédias em nossa nação: uma criança violentada e outra assassinada. Tem algo para ser comemorado? Só na cabeça de pessoas doentes e nos corações dominados por Satanás, aquele que é homicida desde o princípio.

POR: PADRE GABRIEL VILA VERDE