Pastoral Social da Arquidiocese de Luanda – Angola, atende centenas de famílias pobres

Igreja na África

A Caravana da Pastoral Social da Arquidiocese de Luanda começou com o projecto no último sábado (25/07), na pobre comunidade da Baixa do Marufo, cerca de 50 quilómetros do Centro urbano e extremo Sul da capital angolana Luanda, oferecendo consultas médicas gratuitas.

Num contexto de pandemia, a iniciativa oferece assim alternativas médicas, quando os grandes hospitais estão mais disponíveis a atender a emergência da Covid19.

A caravana solidária íntegra médicos voluntários, enfermeiros de várias especialidades e assistentes sociais mobilizada pela Pastoral Social da Arquidiocese de Luanda com suporte do Hospital Católico da Divina Providência e com o apoio institucional das autoridades sanitárias angolanas.

A caravana pretende escalar comunidades da periferia de Luanda, oferecendo alternativas médicas para doenças mais frequentes. Os altos índices de subnutrição e malária preocupam a Pastoral.

O Frei Miranda André da Congregação da Divina Providência integra a comitiva solidária e disse que essa iniciativa parte de uma constatação feita a esta comunidade que enfrenta inúmeras dificuldades sociais, desde a falta de hospitais, escolas e o abastecimento da água potável.

A iniciativa não escolhe a cor da pele, opção político – partidária ou crença religiosa. Os beneficiários louvam e agradecem a iniciativa.

O Administrador da Baixa do Marufo, Carlos Bruno Joaquim Domingos realçou que a presença da Caravana da Pastoral Social da Arquidiocese de Luanda, para além de trazer saúde física a sua comunidade, traz igualmente apoio espiritual que poderá ajudar na mudança de mentalidade desta população, maioritariamente camponesa, que na falta de medicamentos convencionais e centros médicos optam por raízes de determinadas plantas sem orientação médico – medicamentosa.

A Equipa conjunta de assistência da Pastoral Social da Igreja Católica na Arquidiocese de Luanda oferece testes de laboratório e medicamentos para patologias comuns, assim como suplementos alimentares para crianças com visível anemia severa.

POR: Anastácio Sasembele – Luanda – VATICAN NEWS