Sobre a Amazônia: Evangelizar ou não evangelizar, eis a questão

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Um dos maiores debates sobre a evangelização católica no mundo nos últimos tempos tem sido a questão da necessidade de converter ou não os não-católicos de culturas distintas e até contrárias a fé cristã. O debate é sobretudo em relação a aqueles de culturas tradicionais que interagem com o meio-ambiente e a natureza de maneira “harmônica” e “integracionista” como é o caso das culturas indígenas e, em especial, amazônicas. Mas a simples existência de tal debate é por si só uma grosseria, ignorância e se não, blasfemo contra Deus e o seu Cristo, pois, “a vontade do Pai e que não se perca um só”, disse Jesus. No evangelho, aliás, Jesus é categórico em dizer: “Quando viram Jesus, ajoelharam-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram. Então Jesus se aproximou e disse: “Toda a autoridade foi me dada no Céu e sobre a Terra. Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, BATIZANDO-OS EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO, e ENSINANDO-OS A OBSERVAR TUDO O QUE VOS ORDENEI. Eis que estarei convosco até o fim do mundo”. (Mateus 28, 17-20), dito isto está encerrado qualquer debate desde o começo, apenas esta fala é o suficiente para deixar claro que também os índios amazônicos precisam ser evangelizados, catequizados, batizados, por fim.

Afirmar que a cultura indígena é boa em si mesma, não necessitando de conversão, é de uma grosseria, estupidez e até malícia, pois a palavra de Deus é clara em dizer que todos pecaram, todos devem se converter. A maldade deste comentário pressupõe uma superioridade ou inferioridade humana sem dimensões, que inclusive debocha de Nossa Senhora de Guadalupe que se assemelhou a uma índia mexicana numa época em que se discutia tão vilmente sobre a humanidade ou não dos índios americanos, agora, portanto, discute-se a sua necessidade ou não de conversão. É importante frisar que Jesus nunca disse “convertei os maus e deixai os bons como estão”, assinala que todos devem ser batizados, todos devem ser ensinados, todos devem crer que Ele é O Filho De Deus. Outro ponto, se os índios não precisam ser convertidos e batizados, significa que eles são superiores mesmo a Virgem Maria que apesar de ser Bendita entre as Mulheres, não é deusa e precisa do Cristo. Achar que uma simples virtude humana é suficiente para salvar o homem, é esvaziar o evangelho, a santidade, o próprio Cristo. O homem de virtudes é bom para si mesmo e para o próximo, para o mundo, mas não o bastante para ser salvo e viver eternamente, antes ele precisa buscar a verdade sincera e plena, a justiça e a boa vontade de que canta os anjos. Mas eis que Jesus diz: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, negar a plena verdade contida no evangelho e na comunhão com a Igreja de Cristo é negar o Caminho, a Verdade, e a Vida de todo homem e por isso mesmo, a sua perdição; sua obra e virtude está esvaziada de sua alma que é o Próprio Deus.

É importante frisar, sobretudo, que toda cultura humana possui aspectos verdadeiros e bons, umas mais que outras, só que isso nem de longe regride no dever de mandato que é a conversão de todos os homens, particularmente e socialmente, naquilo que é incompatível em sua cultura sobre a fé cristã-católica. Afirmar o contrário, portanto, é zombar e desmerecer a Morte de Jesus Cristo, dos flagelos de São Paulo, da crucifixão de São Pedro, dos cristãos primitivos mortos pela perseguição por não ceder a cultura pagã de morte, e dos MISSIONÁRIOS CATÓLICOS que vieram ao Brasil e Américas para evangelizar, catequisar, instruir e construir nessa Terra de Santa Cruz a Civilização da Fé e da Esperança.

São José de Anchieta, rogai por nós. Nossa Senhora de Guadalupe, amparai-nos!

Por: Thiarles Sosi