Vocações: 2 seminaristas da Arquidiocese de Olinda e Recife serão ordenados diáconos dia 15

Igreja no Brasil

A Arquidiocese de Olinda e Recife se prepara para um dia especial. No próximo 15 de setembro, os seminaristas João Henrique Luiz Gonçalves e Wellington Manoel da Silva serão ordenados diáconos às 19 horas, na igreja catedral do Santíssimo Salvador, em Olinda. A celebração será presidida pelo bispo auxiliar de Olinda e Recife, dom Limacêdo Antonio e, por conta das restrições impostas pela pandemia, contará apenas com a presença de padres convidados e dos familiares dos seminaristas ordenandos.

A ordenação diaconal dos seminaristas é provisória, visto que em dezembro os dois serão ordenados sacerdotes. Até lá, um estágio pastoral nas paróquias da Arquidiocese vai aproximar os novos diáconos do serviço ao povo. Em mensagem dirigida aos ordenandos esta semana, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, lembrou o real sentido da missão deles na Igreja. “Recordo-lhes o privilégio desse chamamento de Deus que deve ser recebido com humildade e muita disponibilidade para servir. Nunca entendam esse ministério como status ou vantagem, mas sim como instrumento de crescimento na capacidade de amar e servir, especialmente os mais pobres e necessitados”, disse o arcebispo.

Conheça os futuros diáconos de nossa Arquidiocese de Olinda e Recife:

João Henrique Luiz Gonçalves, 30 anos, é natural de Recife, apesar de toda a família, incluindo os irmãos, serem do município de Buenos Aires, em Pernambuco.

Segundo o seminarista, a expectativa para a ordenação diaconal no próximo dia 15 é, sem dúvida, a melhor de todas. “A ordenação diaconal é a confirmação de tudo aquilo que sempre sonhamos, por isso meu coração se enche de muita alegria”, disse. “O período de seminário foi uma grande benção para mim, fui muito feliz sendo seminarista, e espero agora ser muito feliz como diácono e também como padre”, comentou com alegria.

Para João Henrique, o tempo de formação no seminário e na faculdade, apesar de ser considerado longo por muitos (são no mínimo nove anos de estudos), é sempre gratificante. As “Graças a Deus, as dificuldades que encontrei no caminho serviram como aprendizado e foram caminhos para a vitória, por isso sei que tudo foi uma grande graça de Deus”, comentou.

Quando perguntado sobre sua inspiração para o ministério, o seminarista não titubeou: “A grande inspiração para todo sacerdote é Nosso Senhor Jesus Cristo; foi Ele quem mais me ajudou em todo o processo de formação, desde o início”. Mas João Henrique fez questão de afirmar que sempre existiram pessoas que ajudaram muito no caminho, como todos os seus familiares, especialmente sua mãe, Maria da Luz. “Uma pessoa que me ajudou muito foi o meu pároco, padre Mário José Bezerra, que me enviou ao seminário”, recordou João. “Ele e outros sacerdotes me deram exemplos de que ser sacerdote é viver um dia de cada vez na presença de Deus, como o padre Josivan Bezerra, padre Paulo Sérgio Monteiro, padre João Bosco Costa Lima, padre José Severino e também o padre Hector Ruiz”, elencou.

Nos fiéis leigos e dizimistas ele também encontrou a ajuda necessária para enfrentar as dificuldades, viver sua vocação e chegar ao diaconato. Ao ajudarem-no na caminhada, foram, como ele mesmo disse, “uma grande graça”, fazendo referência a uma pessoa em especial para representar esse grupo colaboradores. “Representando todos eles, registro o nome da minha amiga querida e inspiração na fé, dona Socorro Belém”, concluiu.

João Henrique não sabe ao certo onde servirá como diácono, mas acredita que será enviado ou para a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Beberibe, ou para a Paróquia Jesus Cristo Bom Pastor, na Guabiraba. Aonde quer que vá, diz que a doação – com alegria – será a mesma.

Wellington Manoel da Silva, 32 anos, é natural da cidade do Recife. Desde criança sentiu o desejo de ser padre, e graças à família materna teve a oportunidade de conhecer e viver a fé católica. “Minha avó sempre dizia: o que posso lhe oferecer é a fé e a educação”, comentou o futuro diácono. De lá até os dias de hoje, Wellington enfrentou muitos desafios, incluindo a formação no seminário, muito exigente. “Quando recebi do arcebispo o anúncio da aprovação da ordenação, meu coração se alegrou e naquela hora muitas coisas vieram à mente, uma retrospectiva da caminhada, e em seguida a certeza: não estou sozinho! Rendi graças a Deus por tudo e pedi sua ajuda, pois a ordenação diaconal é o começo de uma caminhada mais profunda, de mais dedicação, de mais serviço, de mais doação, e de muitos desafios. Colocar tudo isso nas mãos de Deus, confiando que, se até aqui ele me fez chegar, é certo que ele me guiará”.

Foi entre os missionários redentoristas que Wellington descobriu sua vocação. “Entre eles destaco o padre Heleno, com quem mais convivi e que me apresentou um livro sobre a vida de santo Afonso de Ligório, e também o padre Carlos Clear, irlandês, que foi até a minha casa interceder a minha mãe para que eu ingressasse no seminário. Esses dois homens para mim, foram grandes promotores de minha vocação. Ao decorrer da caminhada tive outros cireneus: padre Benedito Aparecida OMV, nosso vigário episcopal padre Severino que me acolheu na Arquidiocese, religiosas e, claro, muitos fiéis que acreditaram em minha vocação e sempre me apoiaram; quero destacar, no entanto, minha madrinha Maria Augusta, para mim uma mãe espiritual”.

A menos de um mês da ordenação diaconal, Wellington carrega consigo o sentimento de gratidão. “Primeiramente, à Santissima Trindade e à Virgem Maria”, afirmou, “mas também a meus familiares, meu arcebispo pela confiança, meus reitores e meus irmãos de caminhada no seminário. Sou grato a Deus pela formação que a Igreja me proporcionou, aos professores com quem convivi, aos que me ajudam diretamente no processo de formação e, de modo geral, a todo povo de Deus, que reza pedindo ao Senhor da Messe operários. Rogo que continuem a rezar por mim e por todo nosso clero”.

POR: Pascom AOR